sábado, 22 de maio de 2010

CAVAQUISTA

As pessoas que gozaram da convivência amena com o saudoso e espirituoso Carlito Lima, contam que ele era por demais "cavaquista", o que Mução batizou de "popeiro"! A pessoa que "pega ar"! Entenderam? Bem, ele com tudo estava se incomodando e nada deixava passar em branco. Trabalhava, ele Carlito, no Banco de Mossoró, tendo como colega a pessoa de Antonio Menezes do Monte, que sabendo dessa sua faceta, procurava sempre inventar uma, na presença de Carlito, para ver esse seu lado espirituoso e cavaquista. No dia do pagamento do salário, Antonio Menezes pediu ao caixa que lhe pagasse com notas miúdas e, como o pagamento era feito alí mesmo no banco, se aproximou do birô de Carlito e ficou "socando" as cédulas na carteira e imprensando-a sobre o móvel, dizendo: Fecha, você fecha, que eu sei, seu diabo! Carlito, olhando de soslaio, diz em voz alta: Pague as contas que ela fecha!

sexta-feira, 21 de maio de 2010

POBRE NÃO PODE NADA

Ainda não me referi ao saudoso Joca Bruno, antigo tabelião do quarto cartório, desta cidade amada por todos. Por lei, o escrivão tem a obrigação de rejeitar registros civis com nome, sobrenomes e prenomes que possam constranger o registrado no futuro. E assim procedia Joca! Quando achava um nome estranho perguntava logo o porque daquele nome. Preliminarmente, conto a passagem de quando fui registrar André, meu filho que tem o nome familiar materno, Santa Rosa e, ele me perguntando o porque deste sobrenome eu lhe respondi perguntando: E porque Joca Bruno? Ele riu e fez o registro. Bem, lá chegou um cidadão querendo registrar o filho com o nome de Antonio Cachorro da Silva, ao que Joca logo rejeitou dizendo que isso era um absurdo pois não se podia admitir que pessoas colocassem o nome de animais em pessoas, dentre outras razões aventadas. Daí, o sujeito lhe diz: Num pode eu, que sou pobre, mas os ricos podem, pois conheço Rutilo Coelho, Raposo Tavares, Jarbas Passarinho, Heloisa Leão, Antonio Formiga.... Não me pergunte se Joca consentiu o registro, pois não sei o resultado dessa "parada".

PENITÊNCIA

Essa é apenas para registar a personalidade hilária de D. Joana Leite, da qual já contei um "causo". Sendo adepta de uma tradição do povo mais antigo e religioso, que é a promessa aos santos, D. Joana sempre estava aprontando das suas com os "coitados" dos canonizados. Fez uma promessa a uma santo, que se alcançasse à graça iria brincar o carnaval no Recife! Ô penitência!

quarta-feira, 19 de maio de 2010

PRESEPEIRO

O saudoso José Câncio de Souza, pai do amigo Fred Câncio, que há anos reside em Natal, era por demais presepeiro, em que pese a seriedade em seu labor e, não perdia a oportunidade de aprontar das suas, na Mossoró "das antigas". De certa feita, em uma luta de boxe entre dois forasteiros num circo armado na cidade, mandou untar com pimentas os calções dos lutadores e estes não conseguiram terminar a luta pela via normal. Isso sem falar na água com lactopurga que mandou dar ao ciclista Chico Lopes, o mesmo que tempos depois fez a música em homenagem a contora de forró Eliane (Eu sou seu fã), que pretendia passar quatro dias pedalando na praça do Pax e meia hora depois desceu da bicicleta correndo à procura de uma privada! Bem, ele era também um aficcionado pelas belezas da praia do Tibau, como se chamava antigamente e lá fez amizade com Julimar Ramos, um agente do Instituto Brasileiro do Sal, que era casado com uma moça de nome Alzenir, de lá daquela praia. Seguinte: Carnaval se aproximando, Julimar louco para fugir das responsabiidades de dono de casa, resolveu bolar um plano para brincar o carnaval longe da família, pois não queria passar em Tibau que naquela época tinha ainda menos atrativos do que hoje. Este disse a José Câncio que logo no sábado gordo mandasse um telegrama para ele, dizendo que necessitavam da presença dele em Mossoró, por que tinham chegado uns diretores do IBS e iam realizar umas reuniões durante o período Momesco. Tudo combinado, Julimar alerta a esposa dessa possibilidade, "bastante chateado", pois não queria trabalhar em pleno período que guardara para descansar com à família em Tibau e tal... Julimar num pé e noutro, à espera do bendito, quando chega uma pessoa com o telegrama e o entrega na presença de sua esposa. Ele já se lamentando, lê o telegrama: Julimar, os diretores do IBS não vêm mais, portanto, desnecessário sua presença! Decepcionado, contam que ele ainda teve que "vibrar" com a notícia...

segunda-feira, 17 de maio de 2010

O SABIDO SE DEU MAL

O Sr. Genésio Xavier de Medeiros, sogro de Flávio Gurgel do Restaurante Travessia, era dono de uma venda que mais parecia uma feira de magaio. Seu empório ficava próximo a uma barragem, que hoje tem seu nome, sobre o Rio Mossoró, onde muitos utilizavam-na como balneário para uma boa diversão. Sem dinheiro no bolso e querendo tomar mais que uma dose de cana, um rapaz tentou passar a perna no velho Genésio. Ele chega no balcão com um trocado equivalente a uma dose da branquinha e o entrega ao Sr. Genésio dizendo: -Seu Genésio! Eu vim pagar aquela dose que tomei e deixei fiado, outro dia. Seu Genésio agradece, pega o dinheiro e o guarda na caixa. O rapaz então continua: - Sabe, Seu Genésio, queria saber se o senhor poderia me fvender fiado uma garrafa de cachaça? Seu Genésio prontamente responde: - Dá não, meu filho! Eu já tinha até esquecido dessa dose que você veio me pagar.

sábado, 15 de maio de 2010

ENGANOU O SANTO

D. Joana Leite, esposa de Pedro Leite, ambos de saudosa memória, que residia vizinho à minha casa à época e, era mãe de Jader Leite, antigo funcionário do Banco do Brasil, fez uma promessa e vaticinou para todos, que se alcançasse à graça, iria de joelhos de sua residência até a Igreja do Alto da Conceição. Para sua surpresa, alcançou à graça! Como já era uma senhora de idade um pouco avançada e bem adoentada, ficou deprimida por vários dias, sem saber o que fazer diante da situação que ela mesmo dera causa. De repente teve uma feliz idéia e mandou chamar um "carro de praça", mandou o motorista tirar o banco da frente, se ajoelhou e disse: Agora vamos até a Igreja do Alto da Conceição pagar uma promessa!

sexta-feira, 14 de maio de 2010

CONSIDERAÇÃO

O meu ex-secretário particular Meguega, era como enxada, sempre comendo na frente, ou seja, estavamos no mês de março e ele já queria receber abril. E sempre pedia adiantamentos. Pedia como sertanejo pedi chuva! Numa sexta feira, ele louco p´ra tomar uma "latinha", como ele mesmo dizia, me pediu adiantado a pequena importância de R$ 20,00. Isso, eu acabando de chegar no escritório na parte da tarde e, entrando porta adentro e ele me seguindo, quando eu andando fui dizendo: P´ra outro não...Mas, p´ra você...Ah, se eu tivesse!

VETERANA

Numa roda de amigas, estava minha ex-esposa Socorrinha conversando acerca de infidelidade e coisas afins, argumentando que todas as mulheres são traídas e que nem adianta tentar vigiar o marido que cedo ou tarde isso iria acontecer, quando uma "salta" e diz: Ah, minha filha comigo isso não acontece, pois eu sou VETERINÁRIA nisso!

quinta-feira, 13 de maio de 2010

RODÍZIO

Até hoje ainda não entendi o porquê das pessoas analfabetas, aculturadas e ignorantes serem tão metidas! O amigo Sérgio Miranda estava em Natal e resolveu ir a Churrascaria Sal e Brasa juntamente com seu motorista Tarcísio Toscano. Lá chegando, ao sentarem à mesa, foram logo abordados pelo maître que lhes indagou: Dois rodízios? Tomando à frente, Tarcísio responde: Não...!!! Basta um, dá pra nós dois...!!! Precisa dizer mais?

terça-feira, 11 de maio de 2010

DIREITO

Nos anos noventa, tinhamos nosso escritório de advocacia, alí na praça da igreja do coração de jesus, onde também estavam localizadas muitas clínicas médicas de nossa cidade. Numa manhã, chega um senhor na porta de nosso escritório e pergunta a Segundo, o popular Meguega, nosso secretário, se o doutor já tinha chegado. Ao receber resposta positiva, o senhor continua conversando e informa que está com uma dor muito grande no testículo esquerdo e, se o doutor já podia atendê-lo. Meguega constatando que aquele senhor estava procurando um médico e não só um "doutor", lhe diz: Meu senhor, aqui nós trabalhamos com DIREITO! Ele: Rapaz, vocês são muito especialistas, viu?

segunda-feira, 10 de maio de 2010

AFILHADO DO PRESIDENTE

Essa quem me contou foi uma amigo que mora na Praia Das Quitérias, município de Icapuí, no vizinho estado do Ceará, conhecido por "Pareia". No início dos anos sessenta, do século passado, quando o John Fitzgerald Kennedy foi eleito presidente do EEUU, D. Severina, uma senhora de Icapui botou na cabeça que queria que seu filho fosse afilhado do então jovem presidente dos estados unidos da américa. Daí, começaram a procurar os políticos de Aracatí neste sentido e conseguiram manter contato com o cônsul dos EEUU, lá em Fortaleza e este se prontificou a levar o pleito ao presidente americano. Passado algum tempo, o cônsul trouxe uma procuração do presidente americano e foi feito o batizado com John Kennedy sendo o padrinho do filho de D. Severina. Após pouco mais de dois anos, acontece o assassinato do presidente amerciano. D. Severina que não precisa mencionar, era fã ardorosa do referido, ficou num pranto de dar dó, parecia que tinha falecido uma pessoa muito próxima e de sua inteira estima. E isso, por vários e vários dias, até que um popular resolveu dar um basta nessa palhaçada, falando para ela, Severina, que deixasse de tanta besteira, pois ela sequer conhecia o homem e que não havia razão para tanto choro. Quando ela lhe respondeu: Num é nem por causa de John Kennedy, não! Eu só tenho pena é de Comandre Jaqueline...!!!! Você avalia uma coisa dessa?

quinta-feira, 6 de maio de 2010

APELIDO

Quando, o hoje Desembargador Francisco Saraiva, era juiz de direito criminal nesta cidade, houve um juri popular que chamou muito a tenção da população e o comparecimento ao auditório do plenário foi disputado "a tapa". Todos queriam assisitr a este juri! Daí, todos se acotovelaram dentro do auditório do fórum, populares, jornalistas, estudantes de direito, representantes da associações e classes sociais e etc. Começando a fase dos interrogatórios das testemunhas, entrou uma figura simplesmente engraçada que despertou a curiosidade dos presente e, quando o juiz o interrogava, perguntando-lhe se possuia apelido, este em ar solene, se ajeitou todo e respondeu afirmativamente. Daí o juiz, prosseguindo, pergunta-lhe qual era o seu apelido e este solenemente respondeu: MEIA FODA! O auditório veio abaixo....Gargalhada geral!

sábado, 1 de maio de 2010

SECRETÁRIO PARTICULAR

Na época em que meu escritório era na rua Machado de Assis, aqui no centro de Mossoró, contratei um secretário hiper eficiente de nome Meguega, mas pouco letrado e por via de consequência, desatualizado, pois não era dado ao hábito de ler. Pois muito bem, o telefone toca e ele muito solícito atende: Pois, não! Do outro lado da linha minha ex-esposa Socorrinha, bem estressada, diz: Passe aí, pra Júnior! Ele: Quem deseja, por favor? Socorrinha: Luíza Brunet...Dai, estando eu do lado de fora do escritório, ele chega até a mim e diz: Dr. Júnior, uma tal de Luíza Brunet, deseja falar com o senhor!! Eu quase me cago de rir...

sexta-feira, 30 de abril de 2010

LÁ VEM AS ESCÓSSIAS DE NOVO.

Recentemente, estavam sentadas à calçada da casa de minha mãe, Layzinha, minhas tias Marta, Maria Lúcia, Corália e Honorina, todas Escóssias, além de minha irmã Leila e Mamãe, quando pára o carro de Bernardino, ex-marido de minha irmã, Ana Luíza, e este, pede para chamar seu filho Bernardo, que não se encontrava em casa à aquela hora. Quando Bernardino sai, Corália pergunta a Leila: Não sente mais nada por ele, não, mulher? Leila bem estressada, responde: Não sinto nem pelo meu ex-marido, quanto mais pelo de Aninha! Todos cai na risada...!!!!!

quinta-feira, 29 de abril de 2010

PALAVRA DE HOMEM

Nos anos oitenta, estava eu participando de uma audiência que tratava de um homicídio cometido em um cabaré e que dentre as testemunhas havia uma "bichinha". Em determinado momento da oitiva testemunhal da referida, Dr. Saraiva, que era o Juiz daquele evento, percebendo que a "menina" estava verdadeiramente nervosa, em tom bem firme indaga dele: VOCÊ TEM CERTEZA DO QUE ESTÁ AFIRMANDO, PALAVRA DE HOMEM? A bichinha bem acanhadinha, respondeu: Doutor, palavra de homem, não, pois eu não sou homem, mas, que é a verdade, é! Audácia da pilombeta!

quarta-feira, 28 de abril de 2010

TESÃO

Salvador MARINHO, apodiense radicado em Mossoró há mais de cinquenta anos, foi ao médico urologista e ao ser indagado qual seria a razão da consulta, ele responde: Doutor eu vim aqui pro senhor baixar meu tesão! O médico, pasmo, argumenta que na idade dele (Salvador), as pessoas o procuram para aumentar o tesão e não para baixá-lo. Salvador: Doutor, você não tá entendendo, eu quero que ele volte pro lugar dele, pois ele subiu pros "ói"! Pode uma coisa dessas?

terça-feira, 27 de abril de 2010

SABIDO

Dia desses, um cidadão se mau dizendo por que tinha sido traído pela esposa, saiu Tozinho Toscano com essa: Ora, mais...!! Eu que sou sabido, já levei chifres, três vezes, quanto mais você, que é trouxa!

sábado, 24 de abril de 2010

EXTREMAMENTE SINCERO

Nativo da cidade, Vicente Maia, residiu a vida toda lá na cidade de Apodí. Extremamente metódico, bruto-ignorante e muito cavaquista, tinha como sobrinho e ainda por cima, afilhado, a pessoa de Itamar Maia, pessoa de caráter reconhecidamente reprovável. Dado ao vício da embriaguês alcóolica, jogador de baralho e frequentador de cabarés. Sem nenhuma razão plausível, ele Itamar, resolveu ser candidato a vereador daquela aprazível cidade. Então, na caça de votos, resolve ir à casa de seu querido tio Vicente Maia. Lá chegando explicou ao tio o motivo da visita e disse-lhe que gostaria de contar com seu voto nas eleições que se avizinhava. O tio olhando em seus olhos lhe diz: Posso ser sincero, meu afilhado? Itamar: Pode, Padim...!! Vicente: Se eu fosse candidato, eu não queria seu voto, quanto mais votar em você! Precisa dizer mais alguma coisa?

sexta-feira, 23 de abril de 2010

GLUTÃO

Esse causo se deu com meu amigo, ex-Juiz de direito, ex-deputado estadual, ex-engenheiro civil, prático, e mais algumas outras atividades e funções, Assis Amorim. Conhecidíssimo glutão, estava ele na casa de jogo de Cizinho, alí no Vuco Vuco, praticando o esporte das cartas, quando resolveram mandar comprar um caldeirão de feijoada. Assis comeu pra se acabar. Após a desastrada refeição, ficou afirmando aos presentes que estava passando mal, e que se ele morresse dissessem a seus filhos e a sua esposa que ia amá-los eternamente, que tinha tido uma vida muito boa e agradecia a Deus por isso, e continuava a se despedir da vida terrena, quando chega Meu Véi, com uma marmita e, ele sentado numa esprequiçadeira, se acabando, pergunta: O que é isso? Ao que Meu Véi responde: É mão de vaca com mocotó. Ele: Bote um pouquinho pra mim, bote! E nem morreu!

quinta-feira, 22 de abril de 2010

REGIÃO SALINEIRA

Nos tempo idos em que fomos alunos do Colégio Diocesano Santa Luzia, tinhamos uma professora de geografia muito séria, competente e muito dura com os alunos, que se chamava Heloisa Leão. De uma feita, indaga ela à classe, onde ficava a região salineira do Rio Grande do Norte. Lá de trás grita Sérgio: Na Beira Salgada, fessora! Ninguém conteve o riso! (O Beira Salgada, que ainda se encontra em plena atividade, é um motel que praticamente iniciou esta atividade em nossa cidade)

terça-feira, 20 de abril de 2010

BARALHO

Luizinho, um amigo que trabalha na SUCAM, é uma pessoa muito engraçada, vivedora e inveterada no vício de jogo de baralho. Jogando outro dia, na banca de Cizinho, alí nas proximidades do Vuco Vuco, após passar a noite toda perdendo, sem bater uma parada sequer, começou a cantarolar: "CARTAS JÁ NÃO ADIANTAM MAIS..."

RELATIVO

Meu colega de faculdade de direito, o saudoso Clóvis Marques de Carvalho, era gerente de alguma carteira do Banco do Brasil, agência centro desta cidade quando foi procurado por Tozinho Toscano, que necessitava de um empréstimo bancário. Após alguns entendimentos preliminares, procuravam chegar ao valor que o banco podia emprestar ao cliente Tozinho. Ele, Tozinho, queria a estratosférica cifra de R$ 200.000,00 e, Clóvis dizia que o banco só poderia conceder-lhe um empréstimo de R$ 100.000,00. O primeiro, indignado, disse: É muito pouco! Clóvis: É muito pouco porque você agora está levando, mas, quando for para você trazer de volta, você vai ver como é muito! E concretizaram a transação bancária e nada mais foi falado!

segunda-feira, 19 de abril de 2010

BRUTO DE MORRER "INGANXADO"

No meu tempo de criança e adolescente, cheia no rio Mossoró era só chover! Então, aquele fenômeno era comum para os mossororense que pareciam até se deliciar com aquele mundaréu d´água. Alí nas proximidades do Geo, por trás de F. Souto, mais precisamente na barragem central, ficavam aqueles mais curiosos, querendo saber como estava o nível de água, se subiu, se abaixou e ficavam o dia todo a prosear e observar o percurso da água em direção ao mar. Pois muito bem, certa manhã se encontrava por lá, Seu Moisés de Paiva, cidadão íntegro, todavia, mais grosso do que cano de passar tolete, nas palavras de Mução, quando uma senhora lhe indaga se as águas de Apodi já tinham passado. Resposta: Num sei, minha senhora, vem tudo misturado....!!!

sexta-feira, 16 de abril de 2010

PALETÓ

Estava eu, juntamente com o Dr. Anchieta, aguardando audiências na justiça do trabalho e ele me dizia que não entendia como os advogados de Mossoró (Àquela época!) eram tão mal vestidos, usando o mesmo paletó toda vez que ía participar de audiências. Dizia mais: Essa semana eu ja vim aqui três vezes e comprei três paletós diferentes, especialmente! Eu: PAGOU? Ele ficou fulo da vida comigo, mas, eu argumentei que o conhecia....!!! Foi o bastante.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

APAREÇA!

Na minha Mossoró do começo dos anos setenta, todo o comércio fechava suas portas para a almoço e a cidade ficava um deserto, principalmente na "rua do comércio". Quando chegavamos do colégio, almoçavamos e corríamos para o meio da rua fazer presepadas. Costumavamos subir o prédio da Radio Tapuyo até o teto e lá ficavamos dando "armadas" nas pessoas que passavam lá em baixo, e ficavamos morrendo de rir, lá em cima. Observamos, com o passar do tempo, que a calha que descia pelo prédio inteiro, dava mesmo na altura do ouvido de uma pessoa mediana, quando então passamos a pregar peças em Seu José Jerônimo, funcionário do antigo Banco do Nordeste, que há época funcionava onde hoje é o Fórum da Família, alí na praça dos correios, passava ele, sempre ao meio dia, que era a hora de sua entrada no banco, pela rua Dr. Almeida Castro, que ficava no mais completo abandono com as pessoas almoçando e repousando. Quando ele passava, a gente gritava: Zé Jerônimo, um momento! E ele ficava louco, sem saber quem o chamava! Todo dia, todo dia. Ele já estava ficando com medo, talvez, pensando que era alguém do além, chamando-o. Um dia, quando já não aguentava mais, armou-se de revolver e quando passou por debaixo da rádio e ouviu o chamado insistente, correu pro meio da rua, sacou o revolver e ficou gritando feito um louco: Apareça, seu filho da puta, cachorro desocupado e os seiscentos cão...!! E a gente lá em cima se acabando de rir....Coisas de aborrecentes do passado!