Já no final de sua carreira política o deputado Vingt Rosado possuía um pigarro muito acentuado em virtude, certamente, do tabagismo. Daí, quando estava a discursar, para sua melhor segurança física, segurava com as duas mãos no palanque e um assessor lhe segurava o microfone. Sabedor deste pigarro, o assessor que segurava-lhe o microfone ficava atento para quando o deputado ameaçasse pigarrear, tirar o microfone de frente de sua boca e retornar após o pigarro. Pois muito bem, quando o deputado pigarreou o assessor tirou o microfone de sua frente e quando retornou imediatamente, o deputado Vingt disse em voz alta: ÁGUA! A galera "estourou".
segunda-feira, 9 de abril de 2012
quinta-feira, 22 de março de 2012
VELÓRIO
Fato inusitado ocorreu no velório de José Leite, de tradicional família mossoroense, que residia ali por trás da AABB. Espirituoso que só ele, Mário Paula, irmão do famoso Polegada, se encontrava no referido velório. Muito choro, lamentações e etc. Quando chega a hora do sepultamento, que é a hora mais crucial de um velório, aumenta a agonia dos entes queridos, quando de repente uma de suas parentes, aos prantos, diz: Hoje é você, amanhã sou eu... Todos saem e Mário permanece sentado aonde estava, eis que alguém lhe pergunta se não vai acompanhar o falecido até o cemitério e ele responde de pronto: Eu num vou ficar pra lá e pra cá, não... Vou esperar o dela! Diz apontando para a parenta que pronunciara o lamento final.
sexta-feira, 9 de março de 2012
BATERIA DE EXAMES
O intelectual Jaime Hipólito Dantas, o qual tive o privilégio de ser seu aluno na faculdade de direito, em conversas com amigos sempre preocupados com a saúde e comentando sobre os resultados dos exames realizados em Natal, Fortaleza e outras cidade, dizia: Só faço exames aqui em Mossoró... Não dá nada!
quarta-feira, 7 de março de 2012
NERVOSO
Já falei aqui que não desejo espezinhar, denegrir ou macular a imagem de quem quer que seja. Todavia, já dizia Pe. Sátiro, no meu tempo de Diocesano, que: Quem não quer ser notícia, não seja fato! Portanto, o que desejo aqui é tirar humor de onde já existe. Vamos lá, na campanha política de 1968, aqui em Mossoró, quando Antonio Rodrigues de Carvalho, o Capim, venceu o intelectual Vingt-un Rosado, o Touro, por um número bem insignificante de votos, não precisa nem dizer foi uma campanha muito acirrada, pois naquela época as pessoas eram ainda mais apaixonadas por política do que hoje. Ali na av. Dix-sept Rosado, residiam vizinhos, Juarez, Chiquinca, Sebastião Vasconcelos e Ulisses Duarte. Durante a campanha houve muitas discussões entre Chiquinca, que era muito exacerbado e os demais. Exatamente, por essa paixão nutrida pelo Capim, Chiquinca prometeu a Juarez que se fosse vitorioso, soltaria uma grande bomba em frente a sua casa e, Juarez disse que se ele se atravesse e soltasse, matava-o. Pois, quando vitorioso, Chiquinca se encontrava agachado em frente à sua residencia e não na de Juarez preparando a bomba sob os protesto de sua esposa, quando foi alvejado por trás e ali mesmo faleceu. Nesse momento, se encontrava também na calçada de sua residencia, vizinha a do acontecimento, Sebastião Vasconcelos que ao ouvir os disparos, botou a mão no peito e gritou: ULISSES, ME MATARAM... Ulisses correu e disse: SEBASTIÃO, DEIXE DE SER BESTA, OS TIROS FORAM EM CHIQUINCA!
terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
HIPNOSE
Quem não se lembra da saudosa figura de João Fernandes, proprietário do Armazém Potiguar, ali nas proximidades do mercado central. Uma verdadeira figura. Era um contumaz farrista, beberrão inveterado. Quando estava embriagado tinha uma mania de fingir que hipnotizava as pessoas. A esposa ficava uma fera quando ele chegava em casa completamente embriagado. Ela esculhambava-o, só não chamava-o de carne assada, como diz o ditado, e ele nem aí. Certo dia, ao chegar naquelas condições etílicas, ao ser avistado pela esposa, esta já começa a esculhamba-lo, imediatamente e, ele como sempre falando: VIXE, VIXE, VIXE, vou lhe hipnotizar, lhe hipnotizar, hipnotizar. E a esposa descendo o meião. E ele afirmando que ia hipnotiza-la: VIXE, VIXE, VIXE... Aí, saiu com essa: Ô BICHO DIFÍCIL DE SE HIPNOTIZAR É ESSA TAL DE ONÇA!
domingo, 26 de fevereiro de 2012
FREI DAMIÃO
Todos os seus contemporâneos conheciam sua verve hilária e contagiante, assim era D. Vanda Gondim, esposa de Damião Germano, pais de Rutênio e Tereza Glícia, proprietários da Queiroz & Filhos. Os contemporâneos também conheciam as presepadas e as escapadelas de Damião. Combinados que iriam à casa de praia, leia-se Tibau, no sábado pela manhã, bem cedo, D. Vanda percebeu que Damião não havia sequer chegado da farra do dia anterior. Sem ter o que fazer, ficou à espera do esposo, debruçada na balaustrada de sua residência localizada à av. Alberto Maranhão, onde hoje funciona a Vara da Fazenda Pública de Mossoró. Neste mesmo dia, haveria uma passeada do beato Frei Damião por aquela artéria, momento em que passa uma senhora conhecida e pergunta a ela, D. Vanda: Mulher, tá esperando Frei Damião? Ao que ela respondeu de chofre: Não, mulher, tô esperando Damião Sem "Frei"...
sábado, 25 de fevereiro de 2012
O PATRONO DO EXÉRCITO BRASILEIRO
Havia, na Mossoró dos anos sessenta, um estabelecimento comercial localizado na Praça Rodolfo Fernandes, exatamente, aonde hoje funciona o Armazém Narciso, denominado Armazém Caxias e que numa propaganda radiofônica bastante conhecida na cidade, dizia esta que o referido estabelecimento era: O GIGANTE DA RODOLFO FERNANDES! Pois muito bem, na turma do Tiro de Guerra 188, de 1973, em que servia meu irmão Cavalcanti, Roberto Linconl, Ciro Pinheiro, dentre outros, aprontava-se muitas peripécias para cima dos colegas e, havia um colega, o de número 100, que era um verdadeiro trapalhão e, de certa feita na sala de instrução do TG-188, o sargento Melo notou que o 100 estava dormindo na cadeira e de supetão lhe pergunta aos berros: CEM! QUEM FOI CAXIAS? Roberto Linconl Miranda, a seu lado, sopra baixinho: O gigante da Rodolfo Fernandes! E ele, sonolento e todo atarantado, enche o peito e grita: O GIGANTE DA RODOLFO FERNANDES, sargento! A turma veio abaixo na risadagem!
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
PARTIDOS POLÍTICOS
A propósito do carnaval de Tibau deste ano, me liga Gileno Escóssia lá de Natal e comentando como será o carnaval a ser realizado naquela cidade praia me pergunta se vou para o ARENA e eu lhe digo que não posso, pois sou MDB. Ele cai na risada...
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
ÚTIL AO AGRADÁVEL
Desde os tempos remotos que o homem tem a fantasia de transar com duas mulheres ao mesmo tempo e eu acho que elas deveriam concordar com essa condição, pois quando o homem fosse dormir, elas tinham com quem conversar, não?
terça-feira, 31 de janeiro de 2012
INVEJA
O saudoso Ari Leite, filho de Sabino Leite da fundição que funcionava ali na paraíba (bairro), costumava ir ao Bate Papo, de Junior Eufrásio, também de saudosa memória, para um happy hour "infestado" e, por lá permanecia até encher a tampa, como era muito de seu feitio. Pois muito bem, certo dia, ao sentar-se, percebeu que uma distinta lhe dava mole, olhando muito para ele ao mesmo tempo em que se insinuava numa clara demonstração de que queria "coisa". Daí, Ari olhou para trás para se certificar de que era com ele mesmo e ciente de que a paquera era realmente com ele, chamou a respectiva à sua mesa e juntos passaram a arroxar no Campari, mesmo advertido pelos garçons de que se tratava de um travesti e ainda por cima que, ele Ari, estava liso e não podia estar pagando bebida para ninguém. Revoltado e empolgado ao mesmo tempo, voltou-se contra os garçons e disse: Vocês estão é com inveja!... Pois muito bem, terminada a noitada, assinou o vale e rapidamente se dirigiu ao seu AP (se é que se podia chamar assim). Não dando tempo para nada retorna Ari, aborrecido, senta-se e pedi outro campari no instante em que é indagado sobre o que acontecera. Enfaticamente, responde, decepcionado: Homi, a dele era muito maior do que a minha... Bem que vocês disseram...
segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
NÃO ERA O DIA CERTO
Mais ou menos no início dos anos quarenta, quando o Banco de Mossoró inaugurou o primeiro arranha céu de Mossoró, havia um vendedor de loteria chamado Chico Brás, que vestia-se, invariavelmente, de terno, chapéu de massa e pasta de couro na mão. De certa feita, adentrou na sala da gerência do banco referido e saudou solenemente seu gerente, que àquela época era Henrique Maciel de Lima, o popular Henrique Lima: Bom dia, seu Henrique, como posso ser-lhe útil? Resposta: Se retirando, imediatamente! Vixe...!!!
segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
QUAL REGIME
O poeta Antonio Francisco se encontrava na penitenciária Mário Negócio para uma de suas apresentações e no auditório, uma assistente social separava os apenados por regime de cumprimento da pena, quando de repente se dirige a ele e pergunta: Você é do aberto ou do semi aberto? Ele, indignado, responde com ignorância: SOU DA SÃO CAMILO DE LÉLIS... (Hospital psiquiátrico).
sábado, 24 de dezembro de 2011
ORGULHOSA
Acho que todos já conhecem a verve do outrora e saudoso Padre Mota, que desconcertava a todos com tiradas maravilhosas. Pois muito bem, ele confessava uma fiel e esta lhe dizia que tinha um pecado carnal e ao ser indagada pelo padre de qual seria, respondeu que era o de ser muito ORGULHOSA. O padre Mota lhe indaga de volta: Você é muito bonita? Ela: Não. Mota: É rica? Ela: Não. Tem alguma formatura? (coisa que contava muito àquela época). Ela: Não. O padre: Então, minha filha, você não é orgulhosa, coisa nenhuma, você é muito é besta!
segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
TAREFA DIFÍCIL
Outro dia, vendo uma reportagem sobre prostituição, na tv Record, indignada, minha esposa me pergunta se eu era capaz de transar por dinheiro, eu tranquilamente lhe respondi: Ora, eu dou aulas por dinheiro, dirá transar, que é muito melhor...
segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
BANHO
Quando recém formado em direito, como todo jovem, também tinha minhas vaidades e entre estas, estava portar uma boa caneta. Ainda se usava muito o cheque e eu tinha a maior satisfação de assiná-lo com uma caneta tinteiro Mont Blanc, moderníssima para a época, por sinal. Após efetuar umas compras no Supermercado Jumbo (ai novo!), assinei o cheque à vista da caixa, que depois de preenchido, olhou e disse-me: Ei, é tinta d´água (Lavável), a gente não recebe, não! Eu: VOCÊS VÃO DAR BANHO NO CHEQUE, É?
terça-feira, 29 de novembro de 2011
CAMINHADA
Fico rindo quando as pessoas me orientam fazer caminhada para emagrecer. Estava conversando com o garotinho Caby e ele me dizia a mesma coisa e eu lhe respondi: Ora, Caby, se o Corinthians não conseguiu emagrecer Ronaldinho, eu só caminhando num vou emagrecer, não, viu?
quarta-feira, 23 de novembro de 2011
MISS
Conversando outro dia com o amigo Praxedinho, advogado decano aqui da terrinha de Santa Luzia, ele me dizia, dentre outros assuntos, que caso houvesse um concurso na cidade para eleger as pernas mais finas, ele só perderia para Neuzo Leite (Posto Olinda). Páreo duro!
sexta-feira, 11 de novembro de 2011
PECADO
Um cidadão apodiense de meia idade, mais conhecido como Nego de Tomás, muito saliente, por sinal, ao conhecer o pároco de Apodi, achando-o um pouco diferente (estrangeiro), logo pensou em fazer uma gozação com o mesmo. Passo seguinte, pediu-lhe para se confessar e o padre aceitando, passou a ouvi-lo. Daí, ele disse ao padre: Padre, "dei" seis ontem à noite! É pecado? Ao que o padre, mansamente, respondeu: É, meu filho, mentir na sua idade é pecado...
segunda-feira, 7 de novembro de 2011
MAIS UM SÁBIO CONSELHO DE TOZINHO
Sentencia, ele, Antonio Toscano de Andrade, o popular Tozinho, que: NEGÓCIO ERRADO, SÓ PRESTA BEM DIREITINHO!
quinta-feira, 3 de novembro de 2011
OUTRA DE NEY MORAIS
Já relatei aqui da minha amizade com o artista plástico Ney Morais, bem como de sua espirituosidade impagável. Outrora, saíamos sempre muito juntos, eu, minha ex-esposa, ele e alguns outros amigos. De certa feita, estávamos nos divertindo, de bar em bar, quando alguém mencionou: Ei, vamos passar, ali, na casa de uma "sapato" (lésbica). Ele imediatamente, com aqueles seus trejeitos, voz arrastada e afrescalhada, pergunta: NUMA CAIXA?
terça-feira, 1 de novembro de 2011
NAQUELES TEMPOS...
No final dos anos sessenta, quando ainda sequer havia completado quatorze anos, costumava ir ao Banco do Brasil, que se localizava na descida da ponte Castelo Branco que nem existia ainda e onde funciona hoje o Banco do Nordeste, para receber o salário de meu pai que era exator federal (cargo extinto e equiparado ao de auditor fiscal da receita federal). Pois muito bem, quanto era o salário de meu pai eu não lembro, mas, sei que era significativo dado o cargo que ocupava. Ao receber o montante do caixa, que era o nosso primo Lupércio Luiz, notei que havia mais do que o costumeiro e chamei a atenção do primo e devolvi o dinheiro. Recebi muitos agradecimentos. Coisas de um passado coberto de dignidade. Mas, confesso que atualmente não sei se faria o mesmo, os bancos já me tomaram muito!
sábado, 22 de outubro de 2011
CONSELHO DE TOZINHO
Falando em traição, corno, chifre, essas coisas, Tozinho dá um sábio conselho aos interlocutores: Olhe, se vocês souberem que suas mulheres estão lhes traindo, não diga nada. Perguntado o por que de não se reclamar, ele vaticina: Porque, senão, ela vai ficar transando só com o outro e você fica só e sem "comer".
sexta-feira, 21 de outubro de 2011
COISAS DE TOZINHO
Alertado, por amigos, que alguns credores queriam sua pele, Tozinho saiu com essa: Pois eu vou é pra Natal, quem morre cantando é passarinho...
sexta-feira, 14 de outubro de 2011
IGUALDADES DOS COMUNISTAS
Em nossa Mossoró, do passado, havia um comerciante que segundo Rafael Negreiros era um sabido com cara de "besta" chamado Amaro Duarte, que hoje dá nome a uma artéria no bairro Nova Betânia. Pois muito bem, nos anos 30, quando havia uma verdadeira febre revolucionária no país, todos, de uma maneira geral, achavam que o comunismo era a solução para todos os males da humanidade. Daí, numa conversa à calçada de seu estabelecimento, Amaro Duarte, escutava que "no comunismo todos eram iguais e tinham os mesmos direitos, não haviam ricos ou pobres..." Sarcasticamente, o referido indaga aos convivas: E quem vai varrer as calçadas e limpar as latrinas? Como ninguém soube responder, riu da forma mais sarcástica possível, deu às costas e entrou em seu estabelecimento. Sabedoria pura!
terça-feira, 11 de outubro de 2011
POIS PODE FICAR PARA VOCÊ
Na época de minha adolescência, quando não havia a liberdade sexual de hoje, era muito difícil arrumar uma mulher para transar que não fosse rapariga, empregada doméstica ou coisa que o valha. Repressão total, comeu, casou! Não havia essa estória de sair com a namorada e transar, não. As namoradas daquela época, impregnada, de preconceitos, eram chamadas de moças de família. Não precisa nem frisar que o machismo imperava. Todos os rapazes eram "gabolas" e falavam das moças alheias (de famílias), de coisas que faziam e também do que não acontecia. Era prazeroso, para alimentar o ego machista, dizer que tinha saído com fulana de tal e que tinha feito isso, aquilo e aquilo isso! Pois muito bem, devia ter uns dezesseis para dezessete anos, quando consegui namorar uma dessas moças de família e ter uma oportunidade impar, na praia, num desses inesquecíveis veraneios em Tibau. No maior amasso, a coisa já pendendo para a "violência", quando ela me falou: Olhe, num vá contar pra ninguém, não, viu? Eu respondi na bucha: Pois pode ficar com seu priquito, pra você! E caímos na risada!
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