terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

HOJE É O DIA DO ANIVERSÁRIO DO MEU PAI!

* Hoje (16.02), peço licença a meus minguados leitores para fazer uma singela homenagem-lembrança no dia de seu aniversário. Desculpem-me!

DEZ ANOS DE SAUDADE DO MEU PAI

Dez anos se passaram e nada mudou nessa eterna saudade, a dor da ausência continua a mesma, como se você não tivesse partido. A lembrança que você nos legou continua viva em nossos corações e tenho plena convicção que nunca morrerá. Lembro-me de sua candura e rudeza, que em total contra-senso, conviviam harmoniosamente. Pai, fico a imaginar como seria bom que você ainda estivesse conosco nos passando sua sabedoria e humildade. Às vezes imagino que o meu insucesso financeiro tenha origem na sua humildade, cuja característica me espelhei, mas, por outro lado, a sua sabedoria em passar o exemplo da retidão, justiça e lealdade foi mais eficaz. Hoje sinto que até seus defeitos me ensinaram muita coisa. Você detestava fofoca, intriga e mesquinharias sociais, para você tudo deveria ter um objetivo grandioso, o tempo não deveria ser desperdiçado com futricas e mazelas sociais. Agora em outra áurea, passado a revolta da injustificável perda, volto à esperança de revê-lo em outra dimensão. Tenho certeza de que a primeira frase que me dirigirá será: Está precisando de alguma coisa, meu filho? Como em todas as famílias, e a nossa não seria a exceção, os desentendimentos são freqüentes, entretanto, aprendemos com você a não valorizá-los, passado a quizila familiar, fazíamos de conta que nada houvera e assim conseguia-mos seguir em frente e não guardar mágoas de nossos ente queridos. Agíamos como se bêbado estivéssemos, pois dizia ele, que: Não dê cabimento a bêbado! E ele tinha conhecimento de causa, adorava “tomar umas” e bem sabia que o bêbado faz, está sabendo que está fazendo, mas não tem a dimensão da “merda” que está fazendo. Do mesmo jeito ajo com meus algozes. Não que seja santo, mas, passado a raiva inicial, reflito e penso comigo mesmo: Quem nunca errou? É perdoando que se é perdoado, diz o hino religioso para São Francisco de Assis. Se você não admite que erra, jamais entenderá os erros dos outros e, infelizmente, não sou perfeito. Recordo nossos veraneios em Tibau, nossas viagens aos centros mais desenvolvidos para tentar a cura para a minha precoce paralisia facial, as visitas ao nosso sítio localizado vizinho ao posto da policia rodoviária federal na estrada que dá acesso a Fortaleza e a Tibau. Lá havia uma sinuca e uma radiola a pilhas em que você ouvia ternamente as músicas de Miltinho e Adilson Ramos saboreando alguns drinques e uns tira gostos para desespero de D. Layzinha, pois ela sabia que no retorno a nossa casa você sempre promovia alguma presepada, posto que fosse do seu cotidiano. Boas lembranças, agora que passou, mas, na época era um sufoco. Também recordo de sua premonição para alguns acontecimentos que não queríamos enxergar ou admitir a possibilidade de insucesso. A recordação continua com sua predileção pela leitura das grandes revistas da época, tais como O Cruzeiro, Manchete, Fatos & Fotos, Atualidades, dentre outras. Não havia a facilidade de informação naquela época, não é como hoje que estamos na era da informática, e que as informações correm o mundo em poucos segundos. Era preciso esperar os ônibus que vinham de Fortaleza ou de Natal, por uma estrada de terra, com as revistas contendo as informações do sul do país e do resto mundo, às vezes com atraso de alguns dias depois de passado o acontecimento. A copa do mundo realizada no Chile, por exemplo, que passados mais de uma semana é que chegou a revista O Cruzeiro com a cobertura de um acontecimento que já havíamos até mesmo comemorado. Mas ainda assim, você fazia questão de comprar para melhor se informar. Tinhas um álbum em que guardavas todos os recortes da carreira política de Getúlio Vargas, assim como as revistas com a cobertura jornalística dos assassinatos dos irmãos políticos americanos, John e Robert Kennedy. Aqui caberia o bordão do rei Roberto Carlos. “São tantas emoções...” Recordações que aqui não caberiam. Todavia, fica mais um registro de sua personalidade marcante e bondosa, passados estes dez anos sem você é como se ainda estivesses entre nós, naquela cadeira de balanço lá na garagem-sala de sua casa, assistindo televisão esperando a chegada dos filhos e dos netos com um saco de bombons para distribuir. Enfim, saudades, meu pai, espero um dia revê-lo!

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

POLEGADA

Essa aconteceu no bar de propriedade do pai do jornalista Carlos Cavalcante, o considerado Nêgo Tita. Chegou ao balcão do referido estabelecimento de venda de bebidas, um desses contumaz pingunços e pede ao dono para colocar uma pinga de R$ 0,50, no que é atendido imediatamente. Entretanto, ao ver a cachaça no copo o freguês discorda da quantidade dizendo que aquilo era pinga de R$ 0,30. Estabelecida a discussão no instante em que entra o conhecido Polegada e se aproxima do balcão, pega o copo e vira de um só gole e afirma: Essa é de R$ 0,50! Para a preplexidade dos presentes!

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

PONTARIA

Essa me foi contada pelo amigo e ex-doublê de vaqueiro Filgueira, diretor do Colégio Dom Bosco. Seguinte, dia desses o vaqueiro Praxides, que sofre de estrabismo acentuado, o popular Zarolho, resolveu matar um carneiro lá numa fazenda dessas aonde se realizam vaquejadas e pediu para um popular segurar o caprino pelas orelhas que ele, Praxides, ia matá-lo com uma pancada com o lado inverso do machado. O popular assim fez, segurou o bichinho e Praxides fez pontaria e quando estava todo preparado o popular disse: Peraí, você vai meter esse machado pra onde você está olhando? Ao obter a resposta positiva, o popular disse: Pois vá matar outro! Soltou o carneiro e saiu correndo!

HOMENAGEM AO AMIGO TÔGO

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

NOVAMENTE IGNORÂNCIA

Dimas, certa vez, teimou com um cliente que daria certo uma instalação de som a qual não sei especificar qual seria. Pois bem, não deu certo e o cliente chegou puto da vida lá na oficina dele, que se encontrava na cabine de um caminhão instalando o som do mesmo. O sujeito irado, foi logo dizendo: Dimas, fela da puta, desça daí para eu lhe dar um tiro! Ele: Que revolver fraco é esse, que a bala não vem aqui? Precisa dizer algo mais?

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

IGNORÂNCIA

De novo ele! Dimas se encontrava em um banheiro de bar, desses de calha, aonde só dar certo homem urinar e só cabe duas pessoas, conversando com um amigo em voz alta, quando chega um cidadão também apertado e sentencia: Ou mija ou conversa, bora, bora, bora! Dimas de dentro, responde: Não falo pelo pau, nem mijo pela boca! Dá pra fazer os dois ao mesmo tempo. Espere!

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

AH BICHO IGNORANTE!

Irreverente como ninguém, Dimas vinha de Areia Branca com os irmão Zé Carlos e Lima Neto, quando resolveram parar na localidade do Piquirí, para tomar uma cerveja, pois a sede era grande e o calor infernal. Lá chegando, Dimas diz em bom tom que estava louco para TOMAR UMA CERVEJA e o dono bar diz que não vai ser possível porque estava faltando energia. Imediatamente, ele sai com essa: Amigo, eu quero tomar uma cerveja, né um choque, não!

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

O HOMEM SANTO PERDOA

Quando fazia a faculdade de direito na FURRN, atualmente UERN, tive a satisfação de conhecer e ter como colega de sala de aula, o saudoso Clóvis Marques de Carvalho, que à época ocupava cargo de chefia no Banco do Brasil (o curso era à noite). Sempre muito brincalhão, apesar da aparência sisuda, passávamos todos os intervalos em conversas amenas e saudosas. Neste meio tempo, aconteceu o reprovável episódio do atentado contra o Papa João Paulo II, quando o turco Ali Aka, acertou três tiros no sumo pontífice. Passado algum tempo, o Papa já recuperado, fez questão de visitar seu algoz na prisão e declarou a imprensa, após a visita que: Rezo pelo irmão que me feriu ao qual, sinceramente, perdôo! Estava assistindo, me preparando para ir a faculdade, a um noticiário na TV, o qual nem lembro o nome, quando isso aconteceu. Fui para a faculdade bastante consternado com a atitude e o perdão do Papa. Lá chegando, já havia tocado para a entrada da primeira aula, fui direto à carteira de Clóvis e relatei o acontecido. Disse-lhe: Clóvis, o Papa perdoou o cara que lhe deu os três tiros e ainda fez a seguinte declaração: Rezo pelo irmão que me feriu, ao qual sinceramente perdôo! Ele, imediatamente, respondeu: Você queria o quê? Que o Papa dissesse: Fie de rapariga, eu vou lhe pegar nem que seja debaixo da saia de sua mãe... Não me restou alternativa, senão, ri!

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

COMPARAÇÃO VINGATIVA

Fui um professor de educação física, especialidade na qual também tenho bacharelado, dedicado ao ensino de voleibol, esporte no qual também fui atleta com algum destaque em alguns estados do país. Entretanto, há alguns anos, em virtude de haver ganhado alguns quilinhos a mais, começou a existir comentários acerca de minha competência profissional como treinador de voleibol. Daí, comecei a imaginar: Quer dizer que por que passei a ser gordinho deixei de saber ensinar voleibol, então, o médico que adoece não sabe tratar de doentes...Essa é a conclusão a que cheguei, a despeito de qualquer outra! VINGANÇA!

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

MENINOS TRAQUINAS

No ano de 1973, o gabinete do prefeito de Mossoró, em cuja titularidade se encontrava o vice, Genildo Miranda, passou a funcionar no prédio em que funcionara anteriormente o SESC, posteriomente, o SENAC e atualmente, a Escola Estadual Solon Moura, ali na praça da Redenção. Toda noite havia um guarda municipal, antigamente chamado de guarda noturno, a vigiar o prédio. Certa noite, víamos da lanchonete de Fransquinho, que funcionava quase em frente ao Banco do Nordeste e ao passarmos em frente ao gabinete do prefeito nos deparamos com o guarda noturno dormindo, sentado numa cadeira com os pés descalços sobre uma outra e com um radinho de pilhas ligado, ao chão da calçada. Logo veio à nossa mente a presepada. Pois muito bem, tiramos-lhe, eu e Sérgio Miranda, que por mera coincidência era filho do prefeito naquela oportunidade, o rádio de pilha, após desligá-lo, o revólver e as botas e fomos leva-los à casa do prefeito Genildo Miranda, que aquela hora já se encontrava deitado, certamente. Ele ficou revoltado com aquela falta de compromisso do guarda civil com a coisa pública. Lá chegando, acordou o guarda que sequer havia notado toda a presepada e deu-lhe uma "descascada" na nossa presença. Imaginem a cara do coitado! Uma pena, coisa de antigamente!

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

VERÃO DOS ANOS 50

Ô COMPARAÇÃO!

O funcionário público da SUCAM, conhecido como Barão, também tem suas virações na tentativa de ganhar o pão das crianças e, além de ter uma dedetizadora ainda vende tudo que lhe aparace as mãos. Ultimamente, vendendo umas facas, do tipo reforçadas, foi indagado por um popular: Barão, essas facas num quebram, não? Resposta: Silvio Santos quebrou, quanto mais uma faca dessas...!!!

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

COISA BOA A GENTE FICA

Em outra oportunidade já contei um causo dele, agora vou retratar o segundo. Outro dia ligaram para a casa dele, Raimundo Tito do Apodí, sujeito rude, de gestos mansos, oferecendo-lhe um cartão de crédito. A moça do telemarket toda solícita relatava-lhe os benefícios que o sujeito podia conseguir com o dito cujo, tais como fazer compras em supermercados, pôr combustível, fazer empréstimos e ter prazo elástico para pagar e etc e blábláblá e ele apenas ouvindo, quando a moça do telemarket perguntou se ele não queria ficar com o cartão. Ele bem penosamente, que é como ele fala, respondeu-lhe: "Sostô" uma coisa tão boa como essa e você querer me dar, fique para você!

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

O MEIO MAIS RÁPIDO

Outro dia me dirigia a BR que liga esta cidade à Areia Branca, quando em frente ao restaurante Tenda (Em frente ao Campus Universitário) resolvi retornar ao escritório pois havia esquecido um documento, ao fazer o retorno um carro parou ao lado do meu e a senhora que o dirigia me indagou: Moço, como faço para chegar à universidade? Eu, prontamente respondi: Estudando!

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

REVELLION

Um fato inusitado aconteceu em um revellion promovido pelo Dr. Marlus em sua residência na rua Benício Filho, Ilha de Santa Luzia. Já bastante encharcado de bebidas o Neguinho, lavador de carros nas imediações do Colégio Dom Bosco, resolveu relaxar e tirou a camisa, os sapatos e deitou-se no sofá da sala da casa do anfitrião. Já amanhecendo, o Dr. Marlus resolve chamar o Neguinho para ele ir para sua casa. Ao acordar atordoado, o referido vestiu a camisa e calçou os sapatos e dirigiu-se a sua residência quando perceberam que o mesmo havia calçado apenas uma meia, ou seja, havia esquecido uma meia na sala da casa. Daí, Dr. Marlus gritou: Neguinho, você esqueceu uma meia! Ele: Marlus, pode beber, eu não aguento mais, não!

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

WHERE YOU FROM?

Outra tirada minha, bastante espirituosa, aconteceu quando fui estudar em Brasília no longínquo ano de 1974 no CEI. No primeiro dia de aulas, os professores sempre tem aquela curiosidade de saber de onde o aluno é egresso, ou seja, de onde vem o aluno. Ao contrário de outros anos, meu nome que começa com a letra A, ficava lá pelos últimos em virtude de minha matrícula retardatária. À medida que o professor ia fazendo a chamada pela caderneta, os alunos iam revelando sua origem ou de onde viam. Então, chamou um que afirmou ter vindo no Colégio Mackenzie, em São Paulo, outro disse que tinha vindo de Massachusetts nos Estados Unidos, outro mais que vinha do Colégio Sion e mais outro que vinha do Colégio Sacre Couerx de Marie, ambos do Rio de Janeiro e eu que nunca havia saido daqui de minha cidadezinha, lá na parte de trás da sala, fiquei pensando no que ia dizer quando fosse minha vez. Ao ser anunciado meu nome me levantei e, todos olharam para mim, e ao ser indagado de onde via, respondi: EU VIM DE CASA! A gargalhada troou e adivinhem qual ficou meu apelido?

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

FELIZ MOSSORÓ E PRÓSPERO ANO NOVO

COLUNISMO SOCIAL ANTIGAMENTE II

Aproveitando o ensejo e plagiando o colunista Chiquinho Duarte enumero uma COISA CHATA! ESPERAR A CEIA DE NATAL: Meia noite, lógico!

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

COLUNISMO SOCIAL ANTIGAMENTE I

Nos anos sessenta e setenta, o colunista social Chiquinho Duarte era quem dava as cartas na sociedade mossoroense. Bem característico, com voz e trejeitos afetados e engraçado sem se esforçar. Ao final de seu programa social na rádio difusora, enumerava uma COISA CHATA e uma COISA CHIC. Sempre relacionado com a sociedade, entretanto, dependendo de seu humor, saía com umas bem picantes. De certa feita, disse ao final de seu programa diário. Uma coisa chata: Você estar fazendo amor, bem empolgado e a caixa d`água do vizinho começar a sangrar! xóóóóóó!

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

PRECIOSIDADE NACIONAL

SENSIBILIDADE INSÓLITA

Já contei um causo de Deusdedith, casado com minha tia Ida Andrade, mãe de Jorge de Castro. Bem, vamos lá, há alguns anos atrás, estava ele em uma barraca na praia de Tibau a beber com os amigos Lenilton Maia, Albecir Andrade, dentre outros e lá "pras tantas", já "puxando fogo", resolveu ir mijar. Se escorou num muro e relaxou! Tia Ida, de longe, a observá-lo, notou alguma coisa errada e exclamou: Valha-me Deus, Deusdedith está todo mijado! E todos correram ao local e ele estava segurando o cordão e com o calção todo mijado!

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

HOMENAGEM

Ciro Negreiros, meu grande amigo de longas datas, era uma pessoa honesta, digna e correta. Com ele não havia mentiras, era um verdadeiro fidalgo, pessoa que não mais existe. Sempre aos sábados, encontrava-me com ele no West Shoping e ele me confessava que estava cansado de viver e eu propunha-lhe trocar nossas preocupações, isto é, eu ficaria com as preocupações dele e ele com as minhas. Ele ria à vontade. Sempre muito alegre e contente, pelo menos enquanto estava comigo, nunca imaginei por um segundo sequer que aquele desabafo seria verdadeiro. Certamente fiz o que podia fazer por ele, vê-lo feliz, ao ouvir as "besteiras" que costumo proferir em favor da alegria dos amigos. Mas, em face da verdade sempre a tona da qual meu amigo era detentor, tenho uma pérola a contar. Ao apresentar-lhe a minha atual esposa, ele ficou um tanto pensativo e aproveitando a saída dela perguntou-me: Pipi, você tá dando conta de sua esposa? Eu ri e respondi-lhe: Quem tem que dar conta aqui é ela que é jovem e sou eu quem gasto! Ele riu muito e essa foi a última vez que nos vimos!